Fundação Renova

Parcerias promovem capacitação para famílias assentadas e estimulam diversidade econômica na bacia do rio Doce

Publicado em: 08/04/2022

Ambiental

Fundação Renova promove ações compensatórias, educacionais, ambientais e econômicas, voltadas para revitalização ambiental e produção agroecológica 

Por meio de parcerias com cooperativas e centros de formação que atuam em assentamentos de reforma agrária ao longo da bacia do rio Doce, a Fundação Renova está promovendo ações compensatórias com objetivo de estimular a revitalização do passivo ambiental na bacia do rio Doce e fomentar a produção agroecológica, em regiões atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão (MG). 

Dentre as ações, estão projetos de assistência técnica em propriedades rurais e de formação de técnicos em agroecologia em Minas Gerais e no Espírito Santo. 

Os assentamentos em que as cooperativas e centros de formação atuam são reconhecidos e formalizados no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Além disso, alguns, na maior parte ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), foram diretamente impactados pelo rompimento de Fundão.

 

EIXO EDUCACIONAL

Em Minas, a Fundação Renova firmou parcerias com a Cooperativa dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Camponesa (COOPERTRAC), Cooperativa Camponesa Central de Minas Gerais (CONCENTRA) e Centro de Formação Francisca Veras (CFFV).

A parceria com o  CFFV visa formar e qualificar assentados impactados a fim de atuarem na revitalização de forma ampla (ambiental, produtiva, econômica, social e culturalmente). 

O Plano de Ação em Educação Territorial, integrado ao Programa Agroecológico dos Assentamentos de Reforma Agrária da Bacia do Rio Doce, prevê a oferta de um processo formativo, com duração de três anos, cujo desafio é a construção de uma prática pedagógica contextualizada à revitalização dos assentamentos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, com fundamento na estruturação de um modelo de transição agroecológico.

A proposta de educação atenderá diretamente 1.120 pessoas nos assentamentos em Minas Gerais, e se estruturará em duas linhas: Cursos de Formação de Formadores em Agroecologia e Cursos de Formação de Base.

O primeiro visa formar agricultores agroecológicos que contribuam na estruturação de assentamentos agroecológicos, capacitando formadores e mobilizadores sociais, formando professores das escolas dos assentamentos e lideranças das associações e cooperativas.

Serão 120 horas, em seis etapas presenciais, com duração de 20 horas cada etapa, durante as quais os participantes estudarão temas relacionados às funções de promoção e facilitação agroecológica e praticarão experiências agroecológicas.

Os Cursos de Formação de Base, que beneficiarão 428 famílias em 10 assentamentos, vão capacitar pessoas compreendidas pelo Programa de Agroecologia dos Assentamentos de Reforma Agrária da Bacia do Rio Doce para o modelo agroecológico de produção (garantindo a participação de mulheres, crianças, jovens, adolescentes e idosos). A formação será prática e ampliada, tendo a Agroecologia Camponesa como perspectiva e fundamento. 

 

EIXO AMBIENTAL

Para o eixo ambiental, a Fundação Renova também estabeleceu parceria com o CFFV em Minas Gerais, para fornecimento de mudas, sementes e plantio para o reflorestamento da bacia do rio Doce, visto como forma de fomentar a economia local.

O objetivo é promover a restauração florestal e recuperação de 800 hectares de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e Áreas de Recarga Hídrica (ARHs) em quatro assentamentos de reforma agrária, contemplados pelo estudo de áreas prioritárias, localizados na bacia do rio Doce (Cláusula 161 do TTAC), nos municípios de Periquito, Santa Maria do Suaçuí e Jampruca, todos no Vale do Rio Doce.

 

EIXO ECONÔMICO

No eixo econômico, a parceria com a CONCENTRA contribui para a revitalização de forma ampla (ambiental, produtiva, econômica, social e cultural) nos assentamentos de reforma agrária atingidos da região, por meio do fortalecimento das cadeias produtivas frutíferas adaptadas à região do Vale do Rio Doce, e também por meio de incentivo à produção, promoção ao cooperativismo, conscientização e qualificação dos produtores e beneficiamento da matéria-prima gerada.

O fomento produtivo para as 173 famílias dos cinco assentamentos está sendo estimulado, com a ocupação de 70 hectares de pomares, nos municípios de Periquito e Tumiritinga, no Vale do Rio Doce. A CONCENTRA também estimula a integração e capacitação dessas famílias em sistemas agroflorestais.

No âmbito compensatório, a Fundação Renova está implementando projeto produtivo de uma agroindústria no assentamento Oziel Alves Pereira, em Governador Valadares, para produção de 250 quilos de frutas por dia.

Já com a COOPERTRAC, a parceria se dá na forma de prestação de serviço de Assistência Técnica Social e Ambiental (ATES), pelos Programas de Retomada das Atividades Agropecuárias e Cadastro Ambiental Rural.

O projeto com a COOPERTRAC começou em 2019 e tem previsão de duração de três anos.

Algumas ações dessa parceria já concretizadas:

 

  •   Participação em feiras de alimentos;

 

  •   Implantação de Sistemas Agroflorestais;

 

  •   Capacitações na forma de cursos com os temas demandados pelos assentados;

 

  •   Consultorias pontuais na temática bovinocultura e beneficiamento de mandioca;

 

  •   Fortalecimento das questões que envolvem a temática gênero;

 

  •   Trabalhos na linha do abastecimento nos mercados institucionais;

 

  •   Os técnicos receberam cursos nas temáticas: MaxPar da EMATER, Juventude no Campo, Avicultura, Suinocultura, dentre outros temas;

 

  •   Fortalecimento das associações locais;

 

  •   Atendimento individual na forma de Visitas Técnicas e;

 

  •   Atendimento coletivo na forma de Atividades Coletivas.

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12 comentários

    Saudações Sustentáveis!!!

    Temos enorme interesse em participar. Como podemos?
    Parabéns!!!
    Lancaster Fernandes
    Prevenir Preservar Organização Social
    31 986719113

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    Olá, Lancaster. Agradecemos o interesse. No momento, as matrículas para o curso técnico em Agroecologia voltados para assentados de reforma agrária no Espírito Santo já encerraram.

    Contudo, se você tem interesse em cadastrar uma propriedade rural para receber o suporte de Restauração Florestal da Fundação Renova, você deveria conhecer o Edital de Restauração Florestal. Por meio dele, a Fundação Renova vai ser responsável por executar a restauração ambiental, fornecendo os insumos, a mão de obra e o acompanhamento técnico para interessados em recuperar APPs e áreas de recarga hídrica de sua propriedade. O Edital vai contemplar 65 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo que estejam dentro das bacias dos rios Turvo, Corrente Grande, Manhuaçu, Guandu, Santa Maria do Doce, Pancas, São João Grande, São João Pequeno e Bananal. Veja no edital o detalhamento sobre as bacias atendidas.

    Para mais informações, acesse: https://www.fundacaorenova.org/paineis/edital-de-adesao-de-produtores-rurais-aos-programas-de-restauracao-florestal-2021/.

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    Tenho interesse em fazer parte do projeto e recuperação de área de APP em minha propriedade

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    Olá, Daltton. Se o seu interesse é cadastrar uma propriedade rural para receber o suporte de Restauração Florestal da Fundação Renova, as inscrições são gratuitas e a adesão é voluntária. A Fundação Renova será a responsável por executar a restauração ambiental, fornecendo os insumos, a mão de obra e o acompanhamento técnico.

    O Edital contempla 65 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo que estejam dentro das bacias dos rios Turvo, Corrente Grande, Manhuaçu, Guandu, Santa Maria do Doce, Pancas, São João Grande, São João Pequeno e Bananal. Veja no edital o detalhamento sobre as bacias atendidas.

    Você pode se inteirar sobre as inscrições e outras informações, acessando: https://www.fundacaorenova.org/restauracaoflorestal.

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    A remediação ambiental da bacia do Rio Doce , se faz necessário urgentemente, más temos que sair da teoria e partir para a prática, chega de Seminários, palestras etc…….
    A população que mora em torno da Bacia do Rio Doce , está sofrendo muito , o lençol freático está contaminado com metais pesados , que provocam sérios danos a saúde das pessoas e dos animais, principalmente a faúna aquática!!
    Precisamos de ação concreta é o mínimo que a Vale pode fazer , a ganância pelo nossos recursos naturais não podem sobrepor a vida .

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    Olá, Amantino. Compreendemos a sua preocupação e reiteramos que estamos empenhados na recuperação da bacia do Rio Doce. O rio é o mais monitorado do Brasil, são mais de 1,6 milhões de dados coletados anualmente que mostram que as condições da água são similares às de antes do rompimento.
    Atualmente, como toda água bruta captada, a do rio Doce pode ser bebida com segurança desde que seja tratada. Isso significa que é própria ao consumo humano após passar pelo tratamento convencional nas ETAs, antes de chegar às torneiras do consumidor.
    Soluções de recuperação da bacia do Rio Doce, que envolvem ações relacionadas a manejo de rejeito, restauração florestal, proteção de nascentes, segurança hídrica, saneamento e educação ambiental, entre outras, estão em desenvolvimento.

    Acompanhe as ações de recuperação do meio ambiente pelo nosso site: https://www.fundacaorenova.org/dadosdareparacao/.

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    Acabou os peixe que tinha

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    Olá, Giannei. Visando assegurar o equilíbrio ecológico e a biodiversidade, além de proteger a fauna e a flora aquáticas da bacia do rio Doce, o Instituto Estadual de Florestas aplicou a Portaria 40/2017 IEF que proíbe a captura das espécies nativas no trecho do rio Doce em Minas Gerais, exceto para pesca de subsistência. As espécies exóticas podem ser capturadas para pesca comercial e esportiva.

    No Espírito Santo, uma ação proposta pelo Ministério Público Federal proíbe a pesca na região marinha da foz do rio Doce até 20 metros de profundidade, entre Barra do Riacho (Aracruz) e Degredo/Ipiranguinha (Linhares). Todavia, na calha não há qualquer restrição ou proibição legal a nenhuma categoria de pesca. Em julho de 2020, foi criado um eixo prioritário (Eixo 12), em Ação Civil Pública que tramita na Justiça Federal, com o objetivo avaliar as condições atuais dos peixes e esclarecer se a restrição da pesca de espécies nativas teria efeito positivo para o meio ambiente e quais medidas podem ser tomadas para a retomada da atividade pesqueira, tendo como base a Portaria 40 do IEF. As normativas quanto ao ordenamento pesqueiro, ou seja, liberar ou proibir a pesca., são atribuições dadas aos órgãos gestores em Minas Gerais, Espírito Santo e na instância federal.

    Confira mais informações acessando: https://expedicaoriodoce.fundacaorenova.org/.

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    Porque vocês não faz em Uberlândia Minas gerais. Os maiores assentamento são no triângulo mineiro têm muitas famílias precisando de ajuda

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    Olá, Aparecido. Gostaríamos de esclarecer que a Fundação Renova é uma organização sem fins lucrativos, que tem por objetivo gerir e executar as ações de reparação e/ou compensação de danos que tenham relação com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), conforme definido no Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC). Segundo o TTAC, o município de Uberlândia não faz parte das localidades atendidas pela Renova. Por conta disso, não poderemos prestar o apoio solicitado.

    Você pode acompanhar outras iniciativas da Fundação Renova, acessando: https://www.fundacaorenova.org/.

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    Quando vai começar, preenchi formulário com os dados, dados e conta, mas não tive mais notícias

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