Fundação Renova

Projeto dobra a produção de feijão e gera faturamento de R$ 114 mil para agricultores de comunidades de Rio Casca (MG)

Publicado em: 02/10/2020

Economia e Inovação

Os produtores conseguiram duplicar a produção do feijão, além de garantir um produto de melhor qualidade, após receberem consultoria, assistência técnica e insumos.

Desenvolvido com produtores das comunidades de Rochedo, Córrego Preto e Leonel, na zona rural de Rio Casca (MG), o Projeto Feijão registrou importantes marcos: o aumento na produtividade, a realização de diálogos coletivos e individuais, e a abertura de mercado para comercialização integral da safra. 

Mesmo cultivado em uma área menor do que em 2019, os produtores conseguiram duplicar a produção do feijão, além de garantir um produto de melhor qualidade, após receberem consultoria, assistência técnica e insumos (sementes padronizadas, adubo, biosilício para correção do solo, Equipamentos de Proteção Individual – EPIs).

As ações foram desenvolvidas em parceria pelas áreas de Economia e Inovação, do Uso Sustentável da Terra (UST) e de Diálogo e Canais de Relacionamento da Fundação Renova, com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e da empresa Alnutri Alimentos, detentora da marca Pink.

Resultados significativos

Os produtores colheram, em agosto de 2020, 478 sacos (60Kg) do feijão carioca. Total de 29 toneladas, comercializadas integralmente à empresa Alnutri, que criou embalagem exclusiva para o produto, denominado “Cultivo do Bem”. 

Em 2019, foram 210 sacos (60Kg), cultivados em uma área de plantio maior. Vale destacar que o feijão produzido no ano passado não se enquadrava na classificação mínima para venda, devido à falta de uniformidade dos grãos. Os agricultores seguiam com a comercialização individualizada e intermitente. 

Com a assistência técnica, criação de uma lógica coletiva de cultivo e organização, além de outras ações do projeto da Fundação Renova, o feijão cultivado nas comunidades rurais de Rio Casca atingiu nota 8,5, sendo caracterizado como Tipo 1, conforme avaliação técnica da Alnutri, empresa que comprou a produção integral para comercializar os grãos nacionalmente.

Não foi apenas a produção que dobrou. O preço e o faturamento dos produtores também aumentaram em comparação com 2019. Com a abertura de mercado proporcionada pelo projeto, a safra foi adquirida integralmente por um valor 120% maior do que a média de venda dos anos anteriores.

Isso totaliza mais de R$ 114 mil de faturamento aos produtores, beneficiando 29 famílias. O carregamento dos caminhões com o produto ocorreu no final de agosto.

É válido ressaltar que a visita técnica da Alnutri Alimentos  às comunidades, juntamente com a equipe da Renova, seguiu os protocolos de segurança e saúde recomendados para minimizar riscos de contaminação pelo novo coronavírus.

As comunidades de Rochedo, Córrego Preto e Leonel são formadas por cerca de 35 núcleos familiares atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão em suas atividades agrícolas, cujas áreas de plantio margeiam o Rio Doce.

Estão localizadas dentro da antiga Fazenda Esmeralda, há 30Km da sede de Rio Casca e suas áreas de plantio ficam às margens do rio Doce.

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