Fundação Renova

Projeto de Meliponicultura inicia entrega de colmeias na Foz do rio Doce

Publicado em: 13/06/2022

Economia Local , Território Foz do Rio Doce

Iniciativa sustentável de geração de renda por meio da criação de abelhas sem ferrão é realizada com famílias das comunidades do Espírito Santo

Famílias das comunidades de Regência, Povoação, Areal e Entre Rios, em Linhares, no Espírito Santo, estão recebendo colmeias para criação de abelhas sem ferrão. A ação faz parte do Projeto de Meliponicultura na Foz do Rio Doce, iniciativa sustentável destinada à produção de mel e derivados, preservação das espécies e conservação da biodiversidade. O projeto conta com o apoio financeiro da Fundação Renova, que vai investir mais de R$1,7 milhão.

Para garantir a implantação das atividades, foi contratada uma consultoria para promover capacitações e realizar o acompanhamento das 64 famílias inscritas. O recebimento das colmeias está condicionado à participação no treinamento básico de Meliponicultura, iniciado em abril. Além de fundamentos teóricos de ecologia de abelhas sem ferrão, o curso oferece a parte prática de manejo das abelhas, cuidados com a manipulação, alimentação e multiplicação de colmeias.

Até o momento, 43 famílias concluíram o treinamento e estão habilitadas para o recebimento de até dez colmeias para iniciar as atividades de geração de renda. A previsão é de que elas sejam entregues até junho, após a conclusão das capacitações.

O analista de Programas Socioeconômicos da Fundação Renova, Kadio Aristide, explica que, além da venda do mel, as famílias também poderão ter renda por meio da comercialização dos subprodutos. “A cera é muito utilizada para uso medicinal e estético. Atualmente, o pólen desidratado, rico em nutrientes, também tem sido vendido como complemento nutricional”, diz Aristide.

Abelhas sem ferrão

A escolha das abelhas sem ferrão, diferentemente da apicultura, levou em consideração a vocação da região, o baixo custo de investimento na construção de um meliponário (coleção de colmeias de abelhas), a segurança dos produtores e a facilidade de manipulação. A produção também pode ser feita em área urbana, e o mel é considerado de excelente qualidade e de alto custo-benefício no mercado.

Cerca de 90% das espécies de árvores da Mata Atlântica dependem das abelhas sem ferrão para se reproduzirem, pois elas são responsáveis pela polinização. O mel das abelhas sem ferrão também está sendo valorizado pela gastronomia, pois tem mais acidez e nuances de aromas e sabor. Em um cenário de resgate e valorização de ingredientes brasileiros, os produtos das abelhas nativas foram adotados por grandes chefs e, gradativamente, vêm ganhando espaço na casa dos brasileiros.

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11 comentários

    Já existe um projeto iniciado pela AME-ES e sem motivos justo e inexplicável foi excluído a AME-ES e contratou outro grupo para dar continuidade no nosso projeto.

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    Incrível, achei excelente as abelhas sem ferrão pois fica fácil o manuseio.Estou encantada com esta renovação das abelhas.Espero fazer parte deste trabalho de extração do mel..

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    Muito bacana esta iniciativa! Como participar? Vcs apoiam em outro estado MG, por exemplo? Como entrar em contato com vcs? Agradeco e aguardo. Obrigada!

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    Muito interessante, pena que não está localizado nas nascentes Tb.tenho um sítio em materlandia onde está uma das nascentes do Rio doce.

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    Ha possibilidade de implantar em Barao de Cocais tenho grande interesse na preservacao e cuidado com a polinizaçao dessas ASF.Minha regiao faz parte da area que pode ser danificada por rompimento de barragem Sul Superior dacomunidade Socorro.Grato Tarcisio

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