Fundação Renova

Água


GESTÃO HÍDRICA

O rio Doce é hoje o curso d’água mais monitorado do Brasil. E os mais de 3 milhões de dados gerados anualmente no maior programa de monitoramento do país – o Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático (PMQQS) – mostram que as condições da bacia são hoje as mesmas de antes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

  3 milhões de dados gerados anualmente
  80 parâmetros físicos, químicos e biológicos são avaliados na água
  40 parâmetros são avaliados nos sedimentos

Os resultados também permitem afirmar que a água do rio Doce pode ser consumida após passar por tratamento convencional nos sistemas de abastecimento dos municípios. A qualidade da água é analisada antes e depois de passar pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs). A verificação, de responsabilidade das concessionárias locais, acontece em mais de 300 pontos espalhados em 30 municípios antes de a água ser distribuída para a população.

Saiba mais sobre as ações da Fundação Renova voltadas para a gestão hídrica nos especiais Jornada pela Recuperação e Reparação Integrada.

 

RELATÓRIOS DE QUALIDADE DA ÁGUA


PERGUNTAS FREQUENTES

Água

MONITORAMENTO DA ÁGUA

O PMQQS foi implementado em 31 de julho de 2017, com duração prevista de 10 anos. O programa faz um monitoramento extensivo e detalhado, em tempo real, das condições dos cursos d’água impactados. O objetivo é acompanhar a evolução dos parâmetros de qualidade da água em 92 pontos, de Mariana (MG) à foz, em LInhares (ES), ao longo do tempo. Vinte e duas estações automáticas transmitem dados diários, inclusive subsidiando o planejamento preventivo dos sistemas de abastecimento da bacia.

MONITORAMENTO EM 92 PONTOS NOS CURSOS D’ÁGUA IMPACTADOS:

  56 pontos na bacia desde os diques de barragens em Mariana até a foz do rio, incluindo lagoas no Espírito Santo
  36 pontos no litoral, desde o litoral norte do Espírito Santo até o sul da Bahia
  22 pontos com estações automáticas

RAIO-X DO MONITORAMENTO DA BACIA DO RIO DOCE

A quem cabe tratar

A Fundação Renova investiu na melhoria de 13 Sistemas de Tratamento de Água, e 10 adutoras foram entregues. Embora disponha de um cronograma de trabalho para os cuidados com a água, a responsabilidade pela qualidade continua sendo das entidades que operavam os sistemas de abastecimento antes do rompimento de Fundão.

Confira, a seguir, os responsáveis pelo tratamento da água nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Na dúvida, o consumidor deve procurar a prefeitura da cidade para obter mais informações.

Município Operador do sistema
1.      Mariana (Sede) SAAE
Mariana (alguns distritos) SAAE ou Prefeitura Municipal
2.        Barra Longa (Sede) Copasa
Barra Longa (Gesteira) Prefeitura Municipal
3.      Rio Doce Prefeitura Municipal
4.      Santa Cruz do Escalvado Prefeitura Municipal
5.      Sem-Peixe Prefeitura Municipal
6.      Rio Casca Copasa
7.      São José do Goiabal Prefeitura Municipal
8.      São Pedro dos Ferros Prefeitura Municipal
9.      Raul Soares SAAE
10.  Dionísio Prefeitura Municipal
11.  Córrego Novo Prefeitura Municipal
12.  Bom Jesus do Galho Prefeitura Municipal
13.  Pingo D’Água Prefeitura Municipal
14.  São Domingos do Prata Prefeitura Municipal
15.  Marliéria Prefeitura Municipal
16.  Timóteo Copasa
17.  Ipatinga Copasa
18.  Ipaba Prefeitura Municipal
19.  Santana do Paraíso Copasa
20.  Belo Oriente SAAE
21.  Naque Prefeitura Municipal
22.  Iapu Prefeitura Municipal
23.  Bugre Prefeitura Municipal
24.  Periquito Copasa
25.  Alpercata Copasa
26.  Governador Valadares SAAE
27.  Sobrália Prefeitura Municipal
28.  Fernandes Tourinho Copasa
29.  Tumiritinga Copasa
30.  Galiléia SAAE
31.  Caratinga Copasa
32.  Conselheiro Pena SAAE
33.  Resplendor Copasa
34.  Itueta Copasa
35.  Aimorés SAAE
36.  Baixo Guandu SAAE
37.  Colatina Sanear
38.  Marilândia SAAE
39.  Linhares SAAE
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MONITORAMENTO DA VIDA AQUÁTICA E MARINHA

Parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para monitoramento da biodiversidade aquática na porção capixaba do rio Doce, foz, estuário e regiões costeira e marinha. Os resultados do estudo ajudarão a medir os impactos do rejeito sobre o ambiente, poderão dar subsídios para a tomada de decisão sobre a qualidade do pescado e indicar eventuais medidas reparatórias.

  200 pontos de monitoramento
  30 instituições de ensino, pesquisa, empresas e ONGs
  526 profissionais
  16 meses foi a duração da 1ª fase do monitoramento

REDE RIO DOCE MAR

A Rede Rio Doce Mar, rede colaborativa acadêmica formada por pesquisadores de 27 instituições de todo o país com a coordenação central da Ufes, monitora aspectos físicos e químicos dos ambientes e a biodiversidade em cerca de 200 pontos ao longo de toda a porção capixaba do rio Doce e nas regiões estuarina, costeira e marinha, que compreendem o entorno da foz e a área que vai de Guarapari (ES) até Porto Seguro (BA). Ao todo, o trabalho mobiliza 526 pessoas.

No estudo, são utilizados drones, aeronaves e embarcações de pequeno, médio e grande portes. Além disso, há sensores de diversos tipos, imagens de satélites e boias automatizadas, equipadas com instrumentos específicos para esse tipo de monitoramento.

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PESCA

A Fundação Renova atua para recompor as condições socioeconômicas e ambientais de retomada das atividades aquícolas e pesqueiras.

No contexto atual, a pesca de espécies exóticas está liberada em Minas Gerais. A captura das espécies nativas está proibida no trecho do rio Doce em Minas Gerais e em algumas lagoas naturais do estado como forma de assegurar o repovoamento de espécies nativas. A medida foi aplicada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). No Espírito Santo, uma ação do Ministério Público Federal proíbe a pesca na área costeira da foz do rio Doce, até 20 metros de profundidade, entre Barra do Riacho (Aracruz) e Degredo/Ipiranguinha (Linhares).

A liberação da atividade depende da avaliação de órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reguladores em âmbito estadual.

Após a superação das restrições de pesca na bacia, um dos principais desafios será restabelecer a confiança do mercado e do consumidor. A Fundação Renova trabalha para que seja atestada a qualidade do pescado.

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RESTAURAÇÃO FLORESTAL

A gestão integrada dos recursos naturais e o planejamento estratégico territorial são fundamentais para a recuperação da área impactada pelo rompimento. Na prática, isso significa que eles se interligam e se complementam, considerando a região como um todo.

A Restauração Florestal tem, portanto, papel central no processo de restauração. É preciso fazer com que as nascentes ressurjam para fortalecer a saúde dos rios, o que não acontecerá sem o reflorestamento das áreas do entorno delas, do aumento das matas ciliares e de áreas de proteção de margens e planícies dos rios. 

Em setembro de 2019, começou a primeira fase do plantio de recuperação dos 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e recarga hídrica na Bacia do Rio Doce, localizadas em Minas Gerais e Espírito Santo. O programa de restauração florestal é considerado um dos maiores já realizados numa bacia hidrográfica no mundo e terá investimentos de cerca de R$ 1,1 bilhão.

Já o Programa de Recuperação de Nascentes, que está em seu terceiro ano, tem como objetivo recuperar 5.000 nascentes em 10 anos, por meio do plantio de mudas e da regeneração natural. A infiltração da água no solo e a drenagem melhoram a saúde da água no rio, e o plantio, ao oferecer ao solo condições suficientes para reter as águas das chuvas, proteger os mananciais e favorece a regeneração florestal.

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E O REJEITO?

Com o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a lama que ficava depositada ocupou margens, planícies e calhas de rios e córregos de diferentes modos, de acordo com o relevo de cada região. Tanto às margens quanto no fundo dos rios, houve acúmulo de rejeito

Para buscar os melhores caminhos para solucionar essa questão, a Fundação Renova ouviu mais de 80 especialistas e, a partir de tudo que foi apresentado, criou o Plano de Manejo de Rejeito em junho de 2017. O Plano contempla meios de remover, estabilizar ou tratar localmente a lama de rejeito espalhada por mais de 670 km de cursos d’água, divididos em 17 trechos de atuação, de Mariana (MG) a Linhares (ES), na foz do rio Doce. Para cada trecho, haverá uma solução específica, estudada, aprovada e acompanhada pelos órgãos ambientais.

Para saber mais sobre como estamos lidando com o rejeito, clique aqui

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TRATAMENTO DE ESGOTO E DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Uma ação fundamental para a revitalização do rio Doce é decorrente da medida compensatória que prevê a destinação, por parte da Fundação Renova, de R$ 500 milhões a 39 municípios impactados pelo rejeito para projetos de melhoria na coleta e tratamento de esgoto e disposição adequada de resíduos sólidos. Esse é um ponto que, de forma transversal, vai ajudar na recuperação do rio.

A preservação dos afluentes e os investimentos em tratamento de esgoto podem levar o rio Doce a um patamar de despoluição que não se vê há muitos anos. A diminuição do descarte ilegal de esgoto contribui para uma melhor oxigenação da água e menos contaminação, devolvendo a saúde do rio e, como consequência, de todo o ecossistema à sua volta.

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