A REPARAÇÃO ATÉ AQUI


A Fundação Renova é a organização responsável pela execução da reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que completa 5 anos em novembro de 2020. O rompimento de Fundão causou impactos de grandes proporções no meio ambiente e na vida das comunidades que vivem no entorno da bacia do rio Doce. A reparação social e ambiental dos danos causados pelo desastre é um trabalho de proporção inédita que a Fundação Renova realiza com a colaboração de milhares de pessoas e parcerias com instituições de ensino e pesquisa em inúmeras frentes de atuação. Navegue por essa plataforma e conheça os resultados do trabalho realizado até aqui.

AMBIENTAL

O desafio da recuperação ambiental e resultados alcançados

O meio ambiente é um dos grandes pilares dos trabalhos de reparação e compensação da bacia do rio Doce. Os rejeitos da barragem de Fundão impactaram cursos d´água, solo e nascentes, além do próprio rio Doce e sua foz, no litoral do Espírito Santo.

Recuperar tudo isso tornou-se uma tarefa gigantesca e de proporções inéditas. Para executá-la, a Fundação Renova foi buscar conhecimento científico e acadêmico, pesquisas e pesquisadores, tecnologia inovadora, parcerias com entidades nacionais e internacionais e engajamento da população.

Soluções para rejeitos aliam tecnologia à recuperação ambiental

São várias as tecnologias empregadas nas soluções para os rejeitos que se espalharam pelo rio Doce e seus afluentes. Os resultados dessas ações podem ser vistos no processo de recuperação de toda a bacia e nos dados de qualidade da água do rio, que está em condições similares às de antes do rompimento.

A região atingida abrange 670 km do curso do rio Doce e foi dividida em 17 trechos. A Fundação Renova definiu as ações e técnicas mais adequadas para a reparação de cada um deles, a partir dos indicadores específicos de cada parte, como volume, espessura e características do rejeito, além das condições do meio ambiente.

Mais de 80 especialistas foram reunidos pela Renova para desenvolver o Plano de Manejo de Rejeitos, um conjunto das soluções que prioriza o tratamento do rejeito no rio e seu entorno, sem que ele seja retirado, o que causaria um impacto ambiental ainda maior.

A definição pela retirada dos rejeitos ocorreu em dois locais: Barra Longa (MG), único município com área urbana atingido diretamente pela lama, e cachoeira de Camargos, no distrito de Mariana (MG). As demais áreas passam por um trabalho intenso de recuperação ambiental.

O rejeito não é tóxico

O rejeito não é tóxico, contendo essencialmente elementos do solo (rico em ferro, manganês e alumínio), sílica (areia) e água. O sedimento foi caracterizado como não perigoso em todas as amostras, segundo critérios da Norma Brasileira de Classificação de Resíduos Sólidos.

De acordo com o relatório dos estudos realizados em áreas rurais de Mariana e de Barra Longa, os metais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão não representam risco à saúde humana. Para atender às normativas sobre estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana, serão realizadas mais análises para um resultado definitivo. As novas amostras serão coletas na calha do rio, água superficial, água para consumo humano, solo, poeira domiciliar, alimentos de origem vegetal e animal.

Bacia reage às ações ambientais realizadas desde o rompimento

As ações de reparação foram iniciadas logo após o rompimento, com a limpeza dos leitos e a estabilização das margens dos rios Gualaxo do Norte e do Carmo, entre Mariana e Santa Cruz do Escalvado, em Minas Gerais. Diferentes técnicas foram usadas para conter o rejeito e estimular um processo natural de absorção desse material:

  • Mantas: aplicação de mantas biodegradáveis, feitas com fibra de coco, que seguram sementes nas margens.
  • Revegetação emergencial: plantação de 41 mil mudas em cerca de 800 hectares logo após a passagem da lama para evitar a erosão.
  • Enrocamento: posicionamento de pedras em mais de 1.500 hectares ao longo das margens para evitar erosão.
  • Renaturalização: criação de áreas de remanso, pequenos trechos em que o fluxo do rio diminui, o que dificulta a descida dos rejeitos e minimiza a turbidez da água.

Estação de Tratamento Natural

Foi implantado no rio Gualaxo do Norte o projeto-piloto das Estações de Tratamento Natural (ETN), que utiliza barreiras filtrantes e ilhas de vegetação na calha do rio para filtrar a água e absorver metais. A tecnologia foi desenvolvida pela LiaMarinha, uma startup de Mariana.

 

Monitoramento por satélite e drones

Realizado desde 2016, o monitoramento por satélite e drones quantifica as alterações na cobertura vegetal e mostra a recuperação das áreas impactadas, de Fundão até a região da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves.

Experimento com microorganismos acelerou crescimento de mudas

 A Fundação Renova, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), desenvolve soluções para o plantio em áreas impactadas pelo rejeito da barragem de Fundão. Sob a coordenação da doutora Maria Catarina Megumi Kasuya, especialista em microbiologia do solo, foram realizados experimentos com microorganismos benéficos para que as mudas cresçam com mais rapidez e vigor.

No trabalho, pesquisadores selecionam bons microorganismos, multiplicam e os introduzem nas mudas de plantas. Os microorganismos ajudam no desenvolvimento das raízes e também auxiliam na inserção de nitrogênio nas plantas, o que diminui a necessidade de adubação.

Viveiros familiares

O estudo também serviu de base para o projeto Ater Viveiros Familiares, dedicado à capacitação de produtores rurais para a produção das mudas. Os agricultores envolvidos no projeto receberam subsídios e assistência técnica e já realizaram a venda das primeiras mudas.

Não há limitações para o cultivo direto no rejeito que recebeu ações de reparação

Pesquisas que monitoram o solo diretamente atingido pelo rejeito desde 2015 mostraram que não há limitações ou riscos para o plantio em propriedades atingidas pelo rejeito despejado no rompimento da barragem de Fundão e que receberam ações de reparação.

Os estudos realizados em parceria com a Fundação Renova e liderados pelo professor doutor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Carlos Schaefer, especialista em solos, analisaram a qualidade produtiva do solo com rejeito, que nas ações de recuperação recebeu fertilizante, calcário e adubo orgânico.

Segundo o professor Schaefer, não há impedimento para que os animais se alimentem do capim que nasce na região ou para que seja feito plantio para consumo humano.

Vale saber:

60 pontos de coleta do solo, distribuídos entre a barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, geram amostras para análises periódicas sobre a toxicidade do solo e a natureza do rejeito depositado.

Estudo mostra alta sobrevivência de mudas de espécies nativas plantadas sobre o rejeito

No trabalho comandado pelo professor Sebastião Venâncio, doutor em botânica pela Unicamp e coordenador do Laboratório de Restauração Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Fundação Renova, foram plantadas 41 mil mudas de espécies nativas em 41,5 hectares de área impactada.

Foi observado uma boa taxa de crescimento das plantas cultivadas com tecnologias de ponta empregadas na restauração. Entre elas está o uso do hidrogel, um polímero que diminui as perdas de água e nutrientes da planta e aumenta a retenção de água no solo.

A pesquisa também constatou que o rejeito, apesar de pobre em alguns nutrientes, não representa um impedimento para a regeneração natural por não conter substâncias tóxicas.

Renova realiza um dos maiores programas de restauração florestal em bacia hidrográfica

A Fundação Renova atua de forma integrada para revitalização ambiental da bacia do rio Doce, unindo ações para proteção de nascentes, recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e áreas de recarga hídrica. A atuação nessas áreas contribui para a melhoria da qualidade e quantidade de água de mananciais alternativos na região. R$ 1,2 bilhão é o valor destinado para as iniciativas de restauração florestal.

A recuperação de APPs envolve o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. O processo de restauração florestal consiste na recuperação de locais que precisam de mais vegetação, seja por meio do plantio de mudas e sementes, cercamento de áreas ou pela preservação das nascentes e de outras áreas importantes para a recuperação natural.

Vale saber:

A recuperação de Áreas de Preservação Permanente envolve o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica.

40 mil hectares de APPs serão restaurados

10 mil hectares terão plantio direto de mudas e sementes

30 mil hectares receberão condições para a regeneração natural

5 mil nascentes serão recuperadas em Minas Gerais e no Espírito Santo

Ações reflorestam mais de 1.300 hectares na Bacia do Rio Doce

As atividades de restauração florestal alcançaram, até o momento, 1.355 hectares em Minas Gerais e no Espírito Santo, área equivalente a 1.300 campos de futebol. O resultado faz parte das ações integradas para proteção de nascentes, recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e áreas de recarga hídrica. Para a realização das atividades, a Fundação Renova emprega principalmente mão de obra local, como a de pequenos agricultores.

Cada hectare recebe cerca de mil mudas, produzidas em parceria com dez viveiros localizados nos territórios por onde passa a bacia do rio Doce.

A Fundação Renova mobilizou e conscientizou produtores rurais, além de comunidades, para poder atuar nestes primeiros hectares de plantio e fornece insumos, mão de obra e assistência técnica. A iniciativa faz parte de uma parceria com o World Wildlife Fund Brasil (WWF-Brasil), que desenvolveu um projeto de recuperação florestal em larga escala específico para a bacia do rio Doce.

1.500 nascentes estão com o processo de recuperação iniciado na bacia do rio Doce

As nascentes têm papel fundamental na recuperação de um rio. Se elas estão preservadas, fornecem água de boa qualidade ininterruptamente para os cursos d’água. Cerca de 1.500 nascentes estão com o processo de recuperação iniciado. A Fundação Renova irá recuperar 5.000 nascentes no total.

O processo começa com a proteção do local onde a água brota. Esse olho d’água é cercado e o entorno é recomposto com espécies nativas, que ajudam a preservar a nascente e favorecem a infiltração da água no solo. O proprietário da terra onde a nascente está recebe suporte da Fundação Renova e acompanha as etapas de recuperação.

 

Cerca de 1.500 nascentes com processo de recuperação iniciado

1 milhão de mudas usadas na recuperação dessas nascentes

 

720 produtores rurais participam das ações

Produtores rurais são recompensados por recuperar nascentes e mananciais

Agricultores que se comprometem a recuperar nascentes, mananciais e fontes de água em suas propriedades estão sendo recompensados financeiramente pela Fundação Renova. O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma das ações realizadas pela Renova com objetivo de promover uma mudança da cultura extrativista para a preservacionista no ambiente rural.

A adesão é voluntária e a Fundação Renova é responsável por executar e dar suporte à restauração ambiental nas propriedades, fornecendo os insumos, mão de obra e assistência técnica. O produtor rural fica responsável pela manutenção das áreas contempladas pelo programa por um prazo de cinco anos e é remunerado por isso.

 

270 produtores rurais recebendo o PSA até o momento

R$ 209 mil foram pagos a eles até junho de 2020 (os projetos foram implantados entre nov/18 e mai/19)

 

R$ 252 é o valor pago, por hectare, como incentivo ao produtor (reajustado anualmente seguindo o IPCA)

Saiba mais

Estudo revela bom potencial de recuperação da Mata Atlântica

Áreas de Mata Atlântica estão sendo recuperadas dentro do processo de restauração florestal empreendido pela Fundação Renova. Pesquisas de campo realizadas no primeiro semestre de 2020, pelo projeto Caminhos da Semente, revelam que 26 espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, plantadas na bacia do rio Doce, estão crescendo fortes e saudáveis.

O estudo apontou que, de um total de 57 espécies utilizadas no plantio, foram identificados 26 tipos de plantas diferentes germinadas, ou seja, quase 50% de aproveitamento.  Em outra frente, o monitoramento demonstrou que a média de germinação foi de cerca de 9 mil plantas por hectare, resultados considerados positivos. Nas visitas de monitoramento são analisados, entre outros indicadores, a densidade, frequência e a riqueza das espécies das sementes germinadas.

Maior inventário florestal em uma bacia hidrográfica do Brasil mapeia a biodiversidade do rio Doce

O Inventário Florestal realizado pela Fundação Renova está criando um banco de dados sobre as condições florestais na bacia do rio Doce, com informações sobre a variedade de espécies, condições da vegetação e fertilidade do solo. O objetivo é criar uma referência do ecossistema para nortear as ações de restauração.

 Nas áreas avaliadas, as árvores são marcadas com plaquetas e têm suas informações disponibilizadas por QR Code. Dados como altura das árvores, diâmetro e espécies são mapeados.

A partir dos dados do inventário florestal, serão gerados indicadores de restauração, que poderão servir de subsídio para formulação de políticas públicas, que visam o uso sustentável, a recuperação e a conservação dos recursos florestais.

Abrangência de 87 mil km², com cerca de 220 hectares de área amostral em aproximadamente 230 municípios na bacia do rio Doce.

Água do rio Doce pode ser consumida após tratada

A água do rio Doce pode ser consumida após passar por tratamento convencional em sistemas municipais de abastecimento. É isso que indicam os mais de 3 milhões de dados gerados anualmente pelo maior sistema de monitoramento de cursos d’água do Brasil, criado pela Fundação Renova em 2017 para monitorar a bacia do rio Doce, além de zona costeira e estuarina. Toda água bruta – de rios, poços ou lagoas – precisa passar por tratamento antes de ser distribuída para consumo humano.

Todas as informações geradas sobre as condições do rio são compartilhadas com os órgãos públicos que regulam e fiscalizam as águas do Brasil.

Condições da bacia do rio Doce são semelhantes às de antes do rompimento

A análise de amostras de água e sedimento de diferentes pontos do rio Doce aponta que a turbidez e a presença de metais na água registram médias semelhantes às do início de 2015 e que as condições da bacia são similares às de antes do rompimento da barragem de Fundão. A comparação é possível porque, anteriormente, a qualidade das águas era analisada pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), que iniciou o monitoramento em 1997.

No rio Gualaxo do Norte, em Mariana (MG), os resultados do monitoramento da qualidade da água mostram que a turbidez diminui a cada ano em comparação ao índice mapeado imediatamente após o rompimento, no fim de 2015, quando chegou a registrar níveis 325 vezes superiores ao limite definido pelas normas ambientais.

Qualidade da água é acompanhada em tempo real

A Fundação Renova faz um monitoramento extensivo e detalhado em 650 quilômetros de rios e lagoas da bacia do rio Doce e mais 230 quilômetros ao longo das zonas costeira e estuarina. Estações de monitoramento automático geram informação em tempo real.

As amostras de água e de sedimentos são recolhidas em diferentes pontos, gerando informações sobre a recuperação ambiental da bacia. Os dados são usados no planejamento dos sistemas de abastecimento das cidades.

92 pontos de monitoramento distribuídos na bacia do rio Doce e na zona costeira

22 estações automáticas geram informações em tempo real

80 parâmetros físicos, químicos e biológicos são analisados na água e 40 nos sedimentos

Mais de300 pontos de monitoramento da água para consumo humano em 30 municípios

Saiba mais

R$ 600 milhões em ações de saneamento na bacia do rio Doce beneficiarão 1,5 milhão de pessoas

A Fundação Renova está destinando R$ 600 milhões para projetos e obras de saneamento, que contemplam coleta e tratamento de esgoto e destinação de resíduos sólidos em 39 municípios da bacia do rio Doce. A iniciativa é considerada fundamental para a revitalização do rio  e melhora das condições de saúde dos moradores locais. A previsão é que cerca de 1,5 milhão de pessoas sejam beneficiadas.

R$ 600 milhões:

Minas Gerais:R$ 453 milhões

Espírito Santo:R$ 147 milhões

Até o momentoR$ 15 milhões foram repassados para os municípios

Vale saber:

A elaboração dos projetos é responsabilidade das prefeituras. O repasse dos recursos da Fundação Renova ocorrerá pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

Investimentos permitirão nível de despoluição não registrado há anos no rio Doce

Segundo informações do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), 80% de todo o esgoto gerado pelos municípios atingidos é despejado diretamente no rio. Isso significa que os investimentos em obras de saneamento, em coleta e tratamento de esgoto e destinação de resíduos sólidos devem levar a água do rio Doce a um patamar de despoluição e qualidade da água que não são registrados há anos.

A iniciativa é uma das principais frentes compensatórias da Fundação Renova, uma contrapartida aos danos em que não será possível recuperação, mitigação, remediação e/ou reparação. Ela também contribuirá para que os municípios alcancem as metas estabelecidas no Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto (coleta de esgoto para 90% da população e fornecimento de água potável para 99% da população) até 31 de dezembro de 2033.

Estações de tratamento e sistemas de captação garantem fornecimento de água em comunidades atingidas

A segurança hídrica dos municípios que sofreram impacto na qualidade e na oferta de água em razão do rompimento da barragem do Fundão é uma das frentes nas quais a Fundação Renova atua. Foram feitas melhorias em 13 estações de tratamento (ETAs) em seis municípios de Minas Gerais e dois do Espírito Santo e 10 adutoras foram construídas ou reformadas. Também foram concluídos 15 sistemas de captação alternativa para que municípios não dependam unicamente da água do rio Doce para seu abastecimento. 

O tratamento nas estações é o que faz com que a água bruta tenha as características necessárias para ser considerada própria para o consumo humano. A água do rio Doce pode ser consumida após passar pelos sistemas de tratamento dos governos e municípios antes de chegar às torneiras da população.

VALE SABER

Nova adutora em GV

Com extensão de 35 km e capacidade de fornecer 900 litros de água por segundo, está sendo construída, em Governador Valadares (MG), uma adutora que vai levar água do rio Corrente Grande para as Estações de Tratamento de Água da cidade, podendo atender quase 100% da demanda da população.

A previsão é que a obra seja entregue em 2021.

Monitoramento da biodiversidade na bacia do rio Doce utiliza tecnologia de ponta

A Fundação Renova atua em duas frentes em relação à biodiversidade: monitoramento e estudos. As duas frentes abrangem a flora e fauna terrestres e a biota aquática na bacia do rio Doce, desde a região de Mariana até a foz, incluindo o litoral capixaba. São utilizadas tecnologias como drones e o método Rapeld, que coleta dados sobre plantas e animais a partir da divisão do solo em lotes.

Do resultado desse trabalho conjunto, foram estabelecidas as diretrizes para preservação do ecossistema ao longo do rio Doce, na foz e na zona costeira. Esse trabalho também oferece subsídio para estudos sobre o consumo de pescado na alimentação humana e sobre a atividade da pesca de espécies nativas sem ameaça à continuidade da fauna local.

Parque Estadual do Rio Doce receberá R$ 63 milhões para melhorias

O Parque Estadual do Rio Doce, localizado no Vale do Rio Doce (MG), vai receber R$ 63 milhões em obras de infraestrutura e melhorias ao longo dos próximos 10 anos.

As ações no parque integram uma iniciativa da Fundação Renova que identifica e repara impactos em Unidades de Conservação (UCs) que podem ter sido direta ou indiretamente afetadas pelo rompimento da barragem. Atualmente, um levantamento avalia se houve impacto a 40 UCs em Minas Gerais, no Espírito Santo e sul da Bahia.

Estão previstas ações de combate a incêndios florestais e aquisição de equipamentos, veículos e embarcações e sistemas de vigilância. As iniciativas serão guiadas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG). No Espírito Santo, o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz também vai receber melhorias.

Estudo de longo prazo em 159 km de praia acompanha desova das tartarugas marinhas

A fim de avaliarem os impactos dos rejeitos que atingiram o mar, a Fundação Renova e a Fundação Pró-Tamar monitoram o comportamento reprodutivo das tartarugas em uma área de 159 quilômetros de praia no Espírito Santo, de Aracruz a Conceição da Barra.

Ocorrências de desova são rigorosamente registradas para se identificar qualquer alteração no padrão reprodutivo do animal. O estudo é realizado durante todo o ano e reforçado na fase de desova das tartarugas, de setembro a março.

Em outubro de 2020, serão instalados 10 transmissores via satélite nas fêmeas de tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) para mapear rotas migratórias, identificar áreas de alimentação ou mesmo para avaliar mudança de comportamento reprodutivo.  Outros 10 transmissores serão instalados no período reprodutivo de 2021. É a primeira vez no país que um trabalho dessa escala é realizado com a espécie cabeçuda.

Devido ao longo ciclo de vida das tartarugas marinhas, a avaliação dos efeitos sobre estas populações só será possível a longo prazo.

Entre os locais monitorados estão áreas como Reserva Biológica de Comboios, Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca/ Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri.

Infraestrutura

Investimentos para a estruturação da economia, educação e saúde

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, afetou propriedades rurais, áreas urbanas, estradas, pontes, abastecimento de água e infraestruturas de municípios.

Para reparar os danos, a Fundação Renova estabeleceu metas de curto prazo – como o restabelecimento do abastecimento de água potável e restauração de áreas urbanas e rurais – e ações de médio prazo e grande complexidade.  Entre elas estão obras que trarão a segurança hídrica de milhares de pessoas e recursos financeiros para projetos de saneamento que reduzam o volume de esgoto lançado no rio Doce.

Outra importante frente de ação é o repasse de mais de R$ 830 milhões para um pacote de ações construído em conjunto com estados e prefeituras. São projetos de impacto coletivo e de longo prazo nas áreas da saúde, educação e infraestrutura, gerando trabalho e renda para a população.

R$ 830 milhões para investimentos em infraestrutura, saúde e educação

O repasse aos governos de Minas Gerais e Espírito Santo e prefeituras da bacia do rio Doce promoverá a reestruturação de mais de 150 km de estradas nos dois estados, de cerca de 900 escolas em 39 municípios e do Hospital Regional de Governador Valadares (MG), além de possibilitar a implantação do Distrito Industrial de Rio Doce (MG).

As estradas reformadas vão beneficiar o turismo, melhorar o acesso de serviços públicos e facilitar o escoamento da produção regional nos dois estados. As escolas públicas terão recursos para ampliar e melhorar suas estruturas, além de adquirir equipamentos necessários para atender milhares de estudantes. O Hospital Regional de Governador Valadares será concluído após cinco anos de obras paralisadas e a criação de um distrito industrial em Rio Doce deve diversificar a economia local.

Os projetos selecionados para receber o aporte têm impacto coletivo e de longo prazo e foram definidos em conjunto com os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, com a participação do Fórum dos Prefeitos do Rio Doce.

Repasse total de mais deR$ 830 milhões

Educação:R$ 240 milhões

Saúde:R$ 75 milhões

Infraestrutura:R$ 517 milhões

Cerca de R$ 480 milhões foram depositados, em juízo, em setembro de 2020. O restante será depositado em seis e 12 meses, e a liberação será feita pela 12ª Vara Federal conforme o cronograma das obras apresentado pelos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e pelas prefeituras.

Mais de 270 mil alunos de 39 municípios serão beneficiados

Cerca de R$ 240 milhões serão usados para melhorias e estruturação de quase 900 escolas das redes públicas de ensino em municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão.

Os recursos serão usados para:

  • Construção e/ou reforma em escolas, pré-escolas e creches
  • Compra ou adequação de mobiliário e veículos
  • Criação e modernização de laboratórios de informática
  • Estruturação de cursos de educação profissional
  • Consultoria estratégica na área educacional

Repasses

Rede Pública Municipal

Minas Gerais:R$ 137 milhões para 35 municípios

Espírito Santo:R$ 23 milhões para 4 municípios

Rede Pública Estadual

Minas Gerais:R$ 44,3 milhões

Espírito Santo:R$ 34,6 milhões

Hospital Regional de Governador Valadares será concluído

O recurso viabilizará a conclusão da obra e aquisição de equipamentos para o Hospital Regional de Governador Valadares (MG). Finalizado, o hospital contará com 265 leitos, sendo 176 de enfermaria, 39 de urgência e emergência e 50 leitos de UTI, além de 9 salas de cirurgia.

Repasse:

R$ 75,3 milhões

População na área de abrangência: 1,5 milhão de habitantes de 86 municípios

Investimentos para fomentar a economia local

A estruturação de mais de 150 km de rodovias facilitará o acesso de turistas a importantes polos da região e o escoamento da produção local e regional, além de facilitar o acesso a serviços públicos como saúde e educação. Já a implantação do distrito industrial em Rio Doce (MG) deve promover a diversificação econômica ao atrair novas empresas, gerando emprego e renda.

Repasse deR$ 505 milhões para rodovias

Espírito SantoR$ 365 milhões três vias de acesso à foz do rio Doce, em Linhares

Minas GeraisR$ 140 milhões acesso ao Parque Estadual do Rio Doce e ligação entre o Vale do Rio Doce e a Zona da Mata

Repasse deR$ 12,2 milhões para implantação do Distrito Industrial de Rio Doce (MG)

Concluídas mais de 1.600 obras de reconstrução e recuperação de infraestruturas danificadas

A reconstrução e recuperação das infraestruturas danificadas na região de Mariana e Barra Longa, em Minas Gerais, fazem parte das ações de reparação empreendidas pela Fundação Renova desde 2016.

Casas, propriedades rurais, escolas, pontes, praças, poços artesianos e contenções de encostas foram entregues após amplo trabalho que envolveu demolição, limpeza e retirada de resíduos, entulho e detritos decorrentes do rompimento.

Mais de142 km de acessos recuperados

Mais de1.400 km de acessos em manutenção

Mais de210 km de cercamentos em propriedades rurais

Obras em Barra Longa (MG)

Barra Longa, em Minas Gerais, distante 60 quilômetros da barragem de Fundão, foi o único município com área urbana diretamente impactada pelo rejeito. Na cidade foram reformados ou reconstruídos mais de 320 imóveis, entre eles:

  • Praça Manoel Lino Mol – O projeto de reconstrução da praça foi elaborado em conjunto com a comunidade de Barra Longa: reuniões abertas foram realizadas e cerca de 200 pessoas participaram desse processo. A praça foi entregue em 2016.
  • Escola Municipal Gustavo Capanema – Outra entrega de 2016, a escola foi reconstruída após um trabalho detalhado de escuta da comunidade e desenvolvimento conjunto do projeto.
  • Hotel Xavier – O edifício bicentenário faz parte do conjunto de 12 edificações tombadas e inventariadas pelo município que passam por obras de recuperação arquitetônica.

Recursos ampliam assistência social para mais de 14 mil famílias

A Fundação Renova disponibilizou R$ 27 milhões e 35 veículos para que cidades ao longo da bacia do rio Doce fortaleçam seus serviços públicos de proteção e assistência social.

O acordo para o repasse já foi assinado em 10 municípios, que juntos já receberam R$ 1,76 milhão e oito veículos.

Os recursos serão destinados à ampliação de ações socioassistenciais, socioculturais e apoio psicossocial para 14 mil famílias vulneráveis que residem nas localidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. O repasse permite ainda a contratação de funcionários para as secretarias de assistência social.

Em números

até agosto de 2020

R$ 1,76 milhão é o valor total já repassado

8 veículos foram entregues

Mariana tem novo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil

Reforma e ampliação do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij) entregue pela Fundação Renova em maio deste ano possibilitou melhorias no atendimento, tratamento e acolhimento de crianças e adolescentes portadores de transtornos mentais graves e persistentes em Mariana (MG) e região.

A Secretaria de Saúde do município faz a gestão do novo centro, que conta com novas salas de atendimento, centro de enfermagem e acolhimento, área de oficina de trabalho para as equipes de saúde e área externa com jardim.

No local, é oferecido atendimento integral realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos clínicos, psiquiatra, assistentes sociais, fonoaudiólogo, terapeutas ocupacionais, sociólogo e arteterapeuta.

70 profissionais reforçam sistema de saúde de Mariana e Barra Longa

Desde 2016, mais de 70 profissionais – entre médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos – contratados pela Fundação Renova atuam reforçando o SUS (Sistema Único de Saúde) em Mariana e Barra Longa (MG). Suas atividades estão sob a gestão dos secretários municipais de Saúde e Desenvolvimento Social.

A assistência à população desses municípios atingidos foi iniciada imediatamente após o rompimento da barragem, com o fornecimento dos primeiros socorros, atendimento psicológico aos familiares das vítimas e de pessoas desaparecidas, acesso à informação, à água potável, à moradia e à alimentação adequada.

R$ 120 milhões para combate ao coronavírus na bacia do rio Doce

A Fundação Renova destinou R$ 120 milhões de verba compensatória ao Governo de Minas Gerais e ao Governo do Espírito Santo para reforçar o combate à Covid-19 nos dois Estados. O montante foi disponibilizado em maio deste ano para a aquisição de repiradores mecânicos em Minas Gerais e abertura de leitos de UTI em unidades hospitalares no Espírito Santo.

R$ 120 milhões é o valor total do repasse

R$ 84 milhões para Minas Gerais

R$ 36 milhões para o Espírito Santo

Saiba mais

Produtiva

Desenvolver e fortalecer as cadeias produtivas e economias locais

A reparação da bacia do rio Doce passa pela restauração, fortalecimento e ampliação de cadeias produtivas e elos da economia local que foram impactados pelo rompimento da barragem de Fundão. A questão socioeconômica é indissociável da reparação.

A Fundação Renova tem trabalhado em várias frentes nesta área. O leque de ações inclui linhas de financiamento para micro e pequenas empresas, contratação de empresas e mão de obra locais, assistência para que produtores rurais retomem a capacidade produtiva e cursos de qualificação profissional, entre outras.

Espera-se, assim, que as ações de reparação gerem, cada vez mais, oportunidade de crescimento para as pessoas e suas comunidades.

Ações de reparação movimentam R$ 1,21 bilhão em contratação local

O incentivo à retomada da atividade econômica faz parte das ações empreendidas na reparação da bacia do rio Doce e acontece de três maneiras: por meio da diversificação econômica dos municípios, do fomento ao desenvolvimento das cadeias produtivas e do estímulo às micro e pequenas empresas. Um exemplo é a política de incentivo à contratação local, que já movimentou R$ 1,21 bilhão em contratos firmados.
Além disso, até agosto de 2020, as ações de reparação geraram R$ 165,6 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS) para os municípios atingidos.

58% dos contratos atuais firmados pela Fundação Renova são com fornecedores locais

R$ 1,21 bilhão é o valor total dos contratos até agosto de 2020

 

951 contratos formalizados com produtores e fornecedores locais: 788 em Minas Gerais e 163 no Espírito Santo

Reparação gera cerca de 6.000 empregos diretos e indiretos

Do total de empregos gerados pelas ações de reparação, atualmente 58% são ocupados por trabalhadores dos municípios atingidos. A meta da Fundação é que esse número chegue a 70% em Mariana (MG), cidade com o maior número de contratados, com cerca de 3.000 pessoas atuando nas ações empreendidas.

Para ampliar as oportunidades de recolocação para a população atingida, a Fundação Renova investe em capacitação profissional, por meio de parcerias com o Sebrae, Findes e Fiemg. Desde setembro de 2017, quando as parcerias tiveram início, até março de 2020, 131 turmas concluíram seus cursos de capacitação. Somente em Mariana, foram 801 alunos formados.

Mais de R$ 50 milhões liberados em financiamentos para micro e pequenas empresas

O Fundo Desenvolve Rio Doce concedeu, até agosto de 2020, R$ 51,1 milhões em crédito para empresas em Minas Gerais e Espírito Santo. A iniciativa foi criada pela Fundação Renova para facilitar que pequenos empreendedores ao longo do rio Doce tivessem acesso a recursos para fomento e capital de giro de seus negócios de forma menos burocrática e com juros reduzidos. O fundo é gerido pelos Bancos de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e do Espírito Santo (Bandes).

Para que as empresas atravessem a crise econômica causada pelo coronavírus, as taxas de juros praticadas foram reduzidas. Atualmente, há financiamentos liberados com taxas a partir de 0,45% ao mês. Empreendedores com contratos em vigência podem renegociar para aproveitar as novas condições.

Empréstimos liberados:R$ 51,1 milhões (2017 a ago/2020)

Total de empresas atendidas:1.474 micro e pequenas empresas mineiras e capixabas

Em MG:1.094 empresas

No ES:380 empresas

São elegíveis ao financiamento empresas com faturamento anual de até R$ 30 milhões e sede em um dos 35 municípios mineiros e quatro capixabas que estão na área de abrangência da Fundação Renova.

“Tenho uma fábrica de roupas desde 2013 em Colatina e peguei o dinheiro do Fundo Desenvolve Rio Doce para fazer um capital de giro e manter o fluxo de caixa. Com esse dinheiro, eu consegui equilibrar o caixa e tive um aumento de vendas entre 15% a 20%. Precisei até aumentar o número de costureiras para dar conta da produção. Acredito que ele é vantajoso e contribui com as empresas.”

Thailan Hartuique Nicchio Proprietário da Focus Denin Indústria Textil de Colatina (ES)

Qualificação e apoio técnico para retomar as atividades produtivas das regiões atingidas

Uma das frentes de atuação da Fundação Renova é o fomento à geração de renda e à autonomia financeira da população atingida pelo rompimento da barragem de Fundão. Em 2020, os programas socioeconômicos vão receber R$ 118 milhões para a atuação em três eixos: Ações de Cidadania, Qualificação Profissional e Emprego e Empreendedorismo Imediato.

As atividades estão disponíveis para as famílias que estão cadastradas ou que solicitaram o cadastramento na Fundação Renova.

Ações de cidadania

Iniciativas de apoio para moradores da bacia do rio Doce que vivem na informalidade, muitas vezes sem a acesso a documentos e ferramentas básicas de cidadania.

  • Mutirões presenciais, em 19 municípios, para emissão de documentos e acesso ao sistema bancário, que serão retomados pós-pandemia.
  • Plataforma gratuita de educação financeira com orientações para o gerenciamento do orçamento doméstico. A cada semana dois novos vídeos educativos são disponibilizados para os participantes.

Qualificação profissional e emprego

Para proporcionar oportunidades de renda e trabalho à população da bacia do rio Doce, são realizadas ações como:

  • Capacitação profissional e capacitação pós-contratação.
  • Banco de currículos.
  • Captação de vagas.

Empreendedorismo Imediato

As iniciativas para estimular o empreendedorismo e apoiar pequenos negócios estão nas seguintes áreas:

  • Sensibilização ao empreendedorismo.
  • Aceleração de negócios.
  • Plataforma de comércio online para venda de produtos dos atingidos.
  • Abertura de mercado.
  • Microcrédito orientado.

Incentivo à economia local durante a pandemia

Conheça algumas iniciativas de apoio às micro e pequenas empresas durante a pandemia:

  • Estão no ar mapas colaborativos do projeto #fiqueemcasa para as cidades de Linhares, no Espírito Santo, e Mariana, Governador Valadares e Ipatinga, em Minas Gerais. A ferramenta ajuda micro e pequenos empreendedores a se conectar com quem quer fazer compras ou contratar serviços sem sair de casa.
  • Em Governador Valadares, mais de 20 lojas virtuais de comerciantes e produtores atingidos foram criadas em uma ação conjunta com a Associação Comercial e Empresarial de Governador Valadares (ACE-GV), a Apiki WordPress e pela Univale.
  • Trabalhadores informais estão sendo auxiliados para se tornarem Microempreendedores Individuais (MEI). A formalização garante acesso a linhas de crédito e direitos como aposentadoria, licença-maternidade e auxílio-doença.
  • Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), cursos gratuitos são ministrados para jovens entre 16 e 29 anos. São 9.000 vagas em 13 cursos como: educação ambiental, fundamentos da logística, lógica de programação, mecânica automotiva, entre outros.
  • Cursos de capacitação on-line gratuitos estão sendo oferecidos para empreendedores e trabalhadores do setor do turismo. Os cursos à distância abordam temas como: turismo e competitividade, comunicação e marketing digital, entre outros.

Propriedades rurais recebem reparação integrada

A Fundação Renova trabalha para a retomada produtiva das propriedades rurais que foram impactadas pelo rejeito da barragem de Fundão. Entre as ações estão a oferta de assessoria técnica, reforma de infraestruturas danificadas, recuperação de áreas degradadas, construção de barraginhas e entrega de silagem, além do repasse de tecnologia que permita um aumento de produtividade e renda para os agricultores e pecuaristas das comunidades rurais.

São ações sistêmicas para a propriedade rural, considerando a atividade produtiva, o modelo sustentável e a adequação ambiental conforme as normas da legislação brasileira.

Cerca de 160 hectares diretamente impactados pelo rompimento da barragem de Fundão podem ter produção agrícola e serão recuperados.

Mais de 800 hectares de áreas degradadas por atividades como a pecuária extensiva e o desmatamento serão recuperados.

Mais de 380 barraginhas construídas para armazenar água da chuva.

Mais de 43 mil toneladas de silagem entregues para produtores rurais impactados.

Mais de 470 infraestruturas rurais foram concluídas, entre currais, chiqueiros e galinheiros.

Plano de gestão ajuda proprietários rurais a retomarem suas atividades

A Fundação Renova entregou 172 planos de gestão desenvolvidos sob medida para propriedades atingidas entre Mariana (MG) e Rio Doce (MG), trecho mais afetado pelo rejeito da barragem de Fundão. Elaborado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), o Plano de Adequação Socioeconômica e Ambiental (PASEA) propõe medidas de melhoria para cada propriedade, além de detalhar as atividades para a reparação que vêm sendo realizadas desde 2016.

As ações incluem manejo sustentável de pastagens, o uso e conservação do solo, a adequação e melhoria de estruturas rurais e a instalação de sistemas para o tratamento do esgoto doméstico, entre outras.

Fazem parte do PASEA:

Regularização ambiental da propriedade

Garantia de alimento para os animais, por meio da recuperação e manejo do solo

Produção mais sustentável

Mapeamento e utilização de novas fontes de água

Aumento da produção com técnicas inovadoras, que podem ser, inclusive, agroecológicas

Melhoria genética do rebanho, com inseminação artificial

Veja o vídeo

Famílias recebem assistência técnica para melhorar renda de suas propriedades

Entre as ações de recuperação executadas pela Fundação Renova em relação à retomada econômica das comunidades rurais impactadas pelo rejeito, com foco na melhoria da gestão, aumento de produtividade e renda e comercialização dos produtos, os produtores rurais têm acesso à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). O trabalho inclui orientação sobre plantio e colheita, repasse de novas tecnologias que trazem benefícios para a produção do agricultor e do pecuarista, e estratégias de conservação de recursos naturais.

Mais de700 propriedades rurais nas regiões do médio e baixo Rio Doce receberão ações de ATER

Melhoramento genético aumenta produção de leite no Alto Rio Doce

O Programa Renova Rebanho alia tecnologia de inseminação artificial a técnicas de manejo para promover o melhoramento genético. Um dos resultados é o aumento da produção de leite. São os proprietários rurais que escolhem as raças para a inseminação de suas matrizes. São disponibilizados sêmens de gado holandês, girolando, gir e jersey. A aptidão do rebanho já existente, as condições da região da fazenda e necessidade ou não de mais rusticidade interferem na escolha.

202 atendimentos realizados em 67 propriedades rurais nas cidades mineiras de Mariana, Barra Longa, Santa Cruz do Escalvado, Ponte Nova e Rio Doce

1.109 matrizes inseminadas

517 nascimentos de bezerros até o momento

Fazendas recebem apoio técnico e se tornam modelos para produção sustentável

Os produtores rurais Alisson Patrício e Marina Ritter Waskow são donos de uma das propriedades em que são realizadas ações para que funcionem como modelos de produção sustentável. Foram implementadas duas unidades demonstrativas na propriedade do casal, localizada em Barra Longa (MG): uma de Sistema Agroflorestal (SAF) e outra de silvicultura de espécies nativas com fins econômicos. As duas técnicas possibilitam a conservação ambiental associada com a diversificação da produção e o aumento de renda por hectare.

As fazendas-modelo recebem uma série de ações de reparação, como melhoria de pastagem, reconstrução de infraestrutura rural e plantio de hortas e pomares. Ainda são oferecidos assistência técnica especializada e todos os insumos e serviços necessários para implantação da área de demonstração.

21 propriedades foram selecionadas como fazendas-modelo de silvicultura de espécies nativas, manejo de pastagem ecológica e sistemas agroflorestais.

25 Unidades Demonstrativas serão implantadas, sendo que 16 já estão concluídas

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Conheça as tecnologias aplicadas nas Unidades Demonstrativas

  • Manejo de Pastagem Ecológica: Técnica que possibilita o equilíbrio entre solo-pasto-gado, aliada à introdução de árvores para conforto térmico dos animais, favorecendo a sustentabilidade e a produtividade do sistema.
  • Sistemas Agroflorestais: Consórcio entre produção agrícola e plantio de árvores, permitindo que o produtor diversifique sua produção e gere renda com produtos florestais madeireiros ou não-madeireiros sem renunciar à sua produção agrícola tradicional, com melhoria dos serviços ecossistêmicos.
  • Silvicultura de Espécies Nativas: Plantio de árvores de espécies nativas da região para a produção de madeira e produtos florestais não-madeireiros com fins ecológicos e econômicos.

Restauração de áreas degradadas poderá movimentar mais de R$ 23 milhões por ano

O uso de técnicas de restauração florestal e práticas sustentáveis agrícolas pode gerar um valor adicional de R$ 23,5 milhões por ano se aplicado em 77,2 mil hectares de propriedades rurais localizadas na região da bacia do rio Gualaxo do Norte, em Minas Gerais. Isso porque técnicas como a silvicultura de espécies nativas, o manejo ecológico de pastagens e os sistemas agroflorestais aumentam o valor econômico da atividade agropecuária, tradicional na região, criando renda com produtos madeireiros e não-madeireiros. A aplicação das técnicas ainda reduziria em 281,2 mil toneladas a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

Esses são os resultados apontados em um estudo sobre oportunidades de recuperação das áreas degradadas, seus custos e ganhos, realizado em parceria entre Fundação Renova, WRI Brasil, Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (ICRAF Brasil) e Fazenda Ecológica.

Para se chegar aos resultados registrados no relatório, lançado em junho de 2020, foi aplicada a metodologia global ROAM, usada na identificação das melhores oportunidades de restauração em uma paisagem com a participação das comunidades.

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Comunidades aumentam renda vendendo 1,6 toneladas de sementes para uso na restauração florestal

Uma nova atividade econômica, desenvolvida a partir dos projetos de reparação ambiental da bacia do rio Doce, permite que agricultores familiares e comunidades tradicionais possam aumentar sua renda e participar da restauração de 40 mil hectares e 5 mil nascentes empreendida pela Fundação Renova. Desde 2019, a Rede de Sementes e Mudas, criada em parceria com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), mobiliza e remunera pessoas e organizações sociais nas atividades de coleta de sementes e produção de mudas, que são compradas para o atendimento das demandas de restauração florestal. Em um ano de atividade, cerca de R$ 285 mil foram repassados para os grupos de coletores

Em seu primeiro ano, a rede forneceu mais de 1,6 toneladas de sementes para projetos e programas da reparação da bacia do rio Doce. A meta é que a rede consiga fornecer 100% da demanda total por sementes da Fundação Renova, mas que também possa fornecer insumos para compradores de outros estados do Brasil contribuindo para a recuperação do bioma Mata Atlântica.

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Famílias em assentamento do MST fornecem mudas para a reparação

 

Um convênio firmado entre a Fundação Renova e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) resultou na produção de 150 mil mudas para ações compensatórias de recuperação de nascentes e preservação ambiental na bacia do rio Doce.

Cerca de 30 famílias vivem e trabalham no assentamento que recebeu capacitação e forneceu os insumos para a Renova, localizado em Periquito (MG).

Cultural

Turismo, cultura e qualidade de vida

O incentivo ao turismo e o apoio às ações culturais e de qualidade de vida fazem parte do trabalho da Fundação Renova na reparação da bacia do rio Doce.

São iniciativas que fortalecem a economia local, permitem o resgate e a manutenção das tradições e costumes das comunidades da região.

Iniciativas atraem visitantes e possibilitam trabalho e renda em polos turísticos

A Fundação Renova considera o turismo importante fonte impulsionadora da economia de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ações são realizadas para promover a ampliação da atividade turística em todo o território, incentivando empreendedores locais e eventos esportivos, religiosos e gastronômicos. Festividades tradicionais também foram apoiadas, colaborando com a preservação das manifestações locais, atração turística e movimentação econômica.

  • Mariana: importantes eventos para o calendário turístico do município foram apoiados, de 2016 e 2019, como o Iron Biker, o Encontro Internacional de Palhaços e a iluminação do Natal Luz.
  • Foz do Rio Doce: na região da foz do rio Doce, a Fundação Renova apoiou diversos eventos como a tradicional Festa do Caboclo Bernardo, o Circuito Nacional de Surf, a Festa do Robalo, o Verão de Regência e Povoação, entre outros.

Desenvolvimento do Empreendedorismo Turístico

Durante a pandemia do novo coronavírus, cursos online gratuitos estão sendo disponibilizados a empreendedores e trabalhadores do setor do turismo, com atuação em municípios mineiros e capixabas impactados pelo rompimento da barragem de Fundão. A iniciativa faz parte do Projeto de Desenvolvimento do Empreendedorismo Turístico da Fundação Renova. O objetivo é orientá-los a encontrar e construir alternativas para enfrentar o atual momento, assim como retomar as atividades quando esse período passar.

Mais de 400 pessoas participam, neste momento, de cursos para fortalecer seu empreendimento, nas áreas de Turismo e Competitividade, Comunicação e Marketing Digital, Plano de Negócios e Gestão Financeira.

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Projetos são selecionados nas áreas de turismo, cultura e lazer

Mais de 200 iniciativas de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram selecionadas pelo Edital Doce, de promoção e melhoria da qualidade de vida da população. São projetos voltados para o resgate e valorização das tradições culturais, do desenvolvimento das potencialidades turísticas e da reintegração das atividades esportivas e de lazer das localidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. Um total de R$ 13 milhões será destinado aos projetos selecionados em 45 municípios.

Minas GeraisR$ 9 milhões

Espírito SantoR$ 4 milhões

Parceria fortalece negócios de grupo de bordadeiras de Barra Longa

Tradição secular, o bordado é patrimônio cultural em Barra Longa (MG) e, por meio da parceria com a Associação de Cultura Gerais (ACG), a Fundação Renova contribui para a consolidação do grupo Meninas da Barra, composto por 27 mulheres que preservam o bordado manual, herança da forte presença portuguesa no período colonial.

O grupo teve seu trabalho reconhecido fora do país em apresentação na Feira Internacional de Negócios Criativos e Colaborativos (Fincc), no início deste ano. Elas já tinham ganhado projeção nacional em 2018, quando o estilista mineiro Ronaldo Fraga, levou peças das bordadeiras para o desfile na São Paulo Fashion Week. Atualmente, três desses bordados integram o acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

“Foi gratificante ver nosso trabalho divulgado. Jamais poderíamos imaginar tamanha repercussão. Foi a nossa primeira feira digital e deu tudo certo. E estamos também nas redes sociais. Lá, as pessoas podem ver nossos bordados e estão nos procurando.”

Maria Magaly Lanna bordadeira

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Preservação de 2.700 peças de patrimônio cultural e afetivo

A Reserva Técnica realiza o trabalho de preservação e restauração de bens de valor histórico, cultural e religioso recuperados em Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão.

Desde 2016, especialistas em restauração atuam no local identificando, catalogando, restaurando e armazenando o acervo resgatado. O objetivo do centro é a guarda e a recuperação de itens que fazem parte da história religiosa e afetiva das comunidades. Questões como valor cultural e religiosidade permeiam todo o trabalho.

“Esses objetos são o que restou das referências culturais e religiosas dessas comunidades, por isso é muito importante fazer a reparação destas peças e fragmentos.”

Danielle Lima Arquiteta e arqueóloga responsável pela Reserva Técnica

Veja o vídeo

Cerca de2.700 peças em salas climatizadas.

Mais de1.400 peças higienizadas

100% das peças de madeiras foram desinfestadas

238 conjuntos de peças inventariados

O acervo inclui peças da Capela de São Bento e Capela de Nossa Senhora das Mercês, de Bento Rodrigues; Capela de Santo Antônio, em Paracatu de Baixo e Capela de Nossa Senhora da Conceição, de Gesteira.

Preservação é feita em parceria com a comunidade

Em parceria com a Cantaria Conservação e Restauro, projetos de restauro e gestão são feitos para o acervo, que inclui peças sacras, objetos pessoais, roupas, estruturas de igrejas e casas, entre outros.

A entidade trabalha junto às comunidades atingidas para qualificação do acervo, identificando datas, nomes, locais e significados das peças e fragmentos recolhidos.

 “Sem a contribuição das comunidades que conviveram com esses bens culturais, o acervo perde muito da história, memória e significados presentes nos objetos.”

Sílvia Marques Pedagoga da Cantaria

REASSENTAMENTO

Construção de cidades planejadas

Elaborado com a participação ativa dos moradores, o projeto dos reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), envolve a construção de cidades inteiras e ganha forma nas primeiras casas sendo concluídas, nas ruas pavimentadas, bens coletivos em etapa final, vias iluminadas e obras de infraestrutura avançadas.

O programa de reassentamento tem como missão restabelecer os modos de vida e a organização das comunidades que perderam suas casas pela passagem do rejeito após o rompimento da barragem de Fundão – os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana; Gesteira, em Barra Longa; e as comunidades rurais dos respectivos municípios.

O protagonismo das cerca de 470 famílias no projeto de suas comunidades faz do processo de reassentamento um modelo único no mundo.

Cerca de R$ 920,9 milhões foram desembolsados nos reassentamentos até agosto de 2020.
Até que as vilas e as propriedades sejam reconstruídas, todos têm o direito à moradia assegurado pela Fundação Renova na região de Mariana e Barra Longa (MG).

COVID-19: Mudança de Estratégia

Após desenvolver estudos para identificar a melhor forma de manter o avanço das obras em um cenário de restrições sanitárias, a Fundação concentrou as atividades, neste segundo semestre de 2020, na infraestrutura e nos bens coletivos dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo.

A definição de avançar nestas frentes também propicia à Fundação Renova deixar o andamento das obras menos suscetível às condições climáticas, aproveitando o período seco para acelerar as intervenções que não podem ser executadas durante o período chuvoso.

Como as visitas aos reassentamentos tiveram de ser suspensas, a Fundação Renova compartilha com as famílias álbuns digitais com fotos para que possam acompanhar as intervenções.

As obras chegaram a ser suspensas em dois momentos, devido à pandemia, mas foram retomadas em 15 de junho, após autorização da Prefeitura de Mariana, de forma gradual e com todas as medidas de segurança.

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Bento Rodrigues

Obras de infraestrutura e dos bens coletivos entram em fase final

Com o avanço das obras de infraestrutura e as construções das primeiras casas, o reassentamento de Bento Rodrigues ganha os contornos do distrito que foi desenhado juntamente com os moradores. A pavimentação da estrada de acesso e de importantes vias está finalizada. As intervenções na Escola Municipal e nos postos de Saúde e de Serviços estão na etapa de alvenaria, enquanto drenagem, energia elétrica, redes de água e esgoto seguem para sua conclusão.

211 famílias optaram pelo reassentamento coletivo

Cerca de140 projetos foram protocolados na Prefeitura de Mariana

Status

Bento Rodrigues

agosto de 2020

  • Escolha da Área
  • Compra da Área
  • Aprovação do Plano
  • Licenciamento
  • Supressão Vegetal
  • Preparação da Infraestrutura
  • Projeto das Casas
  • Construção das Casas

Bento Rodrigues

agosto de 2020

398 hectares é o tamanho do novo distrito

99 hectares de área construída

1 reservatório elevado/Estação de Tratamento de Água (ETA)

1 estação de Tratamento de Esgoto (ETEs)

Bens coletivos

  • Campo de futebol
  • Escola Bento Rodrigues
  • Posto de saúde
  • Posto de serviços
  • Igreja das Mercês
  • Igreja São Bento
  • Templo Assembleia de Deus
  • Associação comunitária
  • Quadra poliesportiva
  • Associação de hortifrutigranjeiros

Paracatu de Baixo

Abertura de vias, preparação de lotes e construção de casas

Diversas obras de infraestrutura estão em andamento no reassentamento de Paracatu de Baixo, como execução de terraplenagem das vias de acesso e das áreas dos lotes, obras de bueiros de drenagem pluvial, redes de água e esgoto. Em paralelo, estão sendo realizados os projetos conceituais das casas, desenvolvidos junto às famílias.

97 famílias optaram pelo reassentamento coletivo

Mais de 50 projetos conceituais foram concluídos e cerca de 20 estão em andamento

Status

Paracatu de Baixo

agosto de 2020

  • Escolha da Área
  • Compra da Área
  • Aprovação do Plano
  • Licenciamento
  • Supressão Vegetal
  • Preparação da Infraestrutura
  • Projeto das Casas
  • Construção das Cadas

Paracatu de Baixo

agosto de 2020

Cerca de 400 hectares é o tamanho do novo distrito

95,93 hectares de área construída

1 reservatório elevado/Estação de Tratamento de Água (ETA)

1 estação de Tratamento de Esgoto (ETEs)

Bens coletivos

  • Escola Fundamental
  • Escola Infantil
  • Posto de Saúde
  • Posto de Serviços
  • Praça Santo Antônio
  • Igreja Católica
  • Casa São Vicente
  • Salão Comunitário
  • Campo de Futebol
  • Quadra poliesportiva
  • Igreja Evangélica
  • Cemitério

Gesteira

Projeto conceitual de Gesteira aguarda homologação da Justiça

Desde o início deste ano, o reassentamento de Gesteira vem sendo tratado em Ação Civil Pública, na 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais. Em maio de 2020, o Projeto Conceitual do Reassentamento de Gesteira foi protocolado para a devida homologação. A única questão pendente foi o abastecimento de água. As tratativas sobre a melhor alternativa seguem sendo feitas na 12ª Vara Federal. A Fundação Renova aguarda essa definição para prosseguir com os trabalhos. A área onde será construído o reassentamento foi adquirida.

26 famílias optaram pelo reassentamento coletivo

REASSENTAMENTO FAMILIAR

Imóveis são comprados para famílias atingidas

O reassentamento familiar é a opção para os atingidos que perderam suas casas, mas querem viver fora dos reassentamentos coletivos de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo ou Gesteira.

129 famílias optaram pela modalidade

49 imóveis para reforma e lotes para construção foram adquiridos

INDENIZAÇÃO

R$ 2,60 bilhões foram pagos a 321 mil pessoas

Desde que foi criada, há cerca de quatro anos, a Fundação Renova vem trabalhando na construção de soluções indenizatórias para ressarcir os atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Os pagamentos aos atingidos pelos danos comprovados de suas atividades econômicas e pela falta de abastecimento de água potável após o rompimento da barragem são realizados pelo Programa de Indenização Mediada (PIM) da Fundação. A Fundação Renova atua para concluir o processo de indenização, prevendo, por exemplo, acordos para diferentes categorias.

Indenização em números

Até agosto 2020

R$ 2,60 bilhões é o valor total desembolsado

R$ 1,40 bilhão foram pagos em Auxílio Financeiro Emergencial

R$ 1,20 bilhão foram pagos a pessoas que tiveram abastecimento de água interrompido ou danos morais, materiais e perda de lucro

R$ 1,8 bilhão pagos entre indenização e auxílio financeiro a 11,7 mil pescadores

Casos de difícil comprovação recebem indenização

A Fundação Renova está pagando indenização para os casos de difícil comprovação de danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Os pagamentos acontecem por um novo sistema indenizatório, implementado a partir da decisão da 12ª Vara Federal após petições apresentadas pelas Comissões de Atingidos de Baixo Guandu (ES) e Naque (MG).

Por enquanto, o acesso está liberado para inscrição de moradores das duas localidades que já tiveram as ações coletivas analisadas pela Justiça, e deve ser realizado por advogados ou defensores públicos. Os atingidos podem decidir por entrar ou não no novo sistema indenizatório. A opção de ingressar no Programa de Indenização Mediada da Fundação Renova não foi encerrada. O PIM conta com políticas reparatórias próprias para aqueles atingidos de categorias previamente reconhecidas que conseguem comprovar minimamente seus danos.

Indenização em Mariana

R$ 151 milhões foram pagos como indenização na cidade

A Fundação Renova obteve autorização para iniciar os atendimentos de indenização em Mariana em outubro de 2018 e, até 31 de agosto de 2020, 1.325 famílias estavam cadastradas.

No município, o pagamento de indenizações passou por um processo diferente do restante da região impactada, por fatores que incluem o ajuizamento de Ação Civil Pública pelo Ministério Público e decisões dos próprios atingidos, que escolheram que o cadastro fosse realizado pela Assessoria Técnica Cáritas.

Em respeito a essa decisão, a Fundação Renova não iniciou o processo de indenizações antes de um acordo no âmbito da Ação Civil Pública. O acordo foi ratificado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca de Mariana.

Atendimento remoto durante a pandemia

A chegada da pandemia do coronavírus fez com que alguns processos fossem revistos e readequados para manter a reparação em andamento, garantindo a segurança de colaboradores e atingidos.

A partir de março, a Fundação Renova adotou o fluxo remoto para finalizar os pagamentos do lucro cessante e, posteriormente, para concluir acordos com os camaroeiros da Enseada de Suá  e pescadores em Patrimônio da Lagoa, ambas no Espírito Santo. Os atingidos em Mariana (MG) também são atendidos remotamente.

Apesar do atendimento remoto, é assegurado ao atingido o direito de aguardar a possibilidade do atendimento ser feito presencialmente.

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CONHECIMENTO

Ciência, educação e engajamento

A construção do conhecimento é uma constante no processo de reparação. É o trabalho de especialistas e pesquisadores que traz o embasamento para as soluções que são definidas para a recuperação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

A Fundação Renova investe na formação de jovens líderes comunitários, que serão os protagonistas do futuro do rio Doce. Investe, também, em parcerias que agregam conhecimento.

Fundação Renova conta com rede colaborativa para reparação

A Fundação Renova é responsável pela reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Diante de desafios complexos que exigem soluções inéditas, o trabalho mobiliza um grande número de parceiros. Ao lado da Fundação Renova, essa rede colabora na criação de estratégias, execução das ações e no cumprimento das metas. São técnicos e especialistas de diversas áreas de conhecimento, dezenas de entidades de atuação social, ambiental e econômica e organizações referência na produção científica do Brasil e do mundo.

6.000 pessoas entre colaboradores e terceiros, trabalham de Mariana, em Minas Gerais, até a foz do rio Doce, no Espírito Santo

Mais de70 entidades compõem o modelo de governança do sistema de reparação

Mais de25 universidades

Mais de40 ONGs

Conheça entidades que colaboram com a reparação

Instituições nacionais e internacionais trazem conhecimento científico e trabalham com a Fundação Renova para conceber e implementar soluções para os desafios da reparação. Estão entre elas:

  • WWF-Brasil – a parceria teve início em 2018 com um projeto piloto de recuperação florestal em larga escala. Desde então a entidade aplica sua experiência na bacia do rio Doce, utilizando modelos de recuperação florestal já testados em outras regiões e que visam o aumento da quantidade e melhoria da qualidade da água;
  • WRI- Brasil – o instituto de pesquisa que promove a proteção do meio ambiente como oportunidade econômica é parceiro da Fundação Renova desde 2017, ajudando a implantar soluções de uso sustentável da terra em áreas rurais;
  • UNESCO – o Acordo de Cooperação Técnica Internacional firmado entre as duas entidades promove o desenvolvimento sustentável – social, ambiental e econômico – das regiões atingidas. Com seu quadro técnico multidisciplinar, a UNESCO pode trazer experiências e buscar soluções relevantes e inovadoras.

Somam-se a essas entidades inúmeras outras como:

  • Instituto Terra
  • Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), Espírito Santo (UFES), Viçosa (UFV), Ouro Preto (UFOP) e Universidade Vale do Rio Doce (Univale)
  • MST
  • Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil)
  • SESI
  • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes)
  • BrazilFoundation

Especialistas do mundo inteiro assessoram os esforços da reparação

Convocado e gerido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), hoje a maior e mais diversificada rede ambiental do planeta, o Painel do Rio Doce fornece recomendações técnicas à Fundação Renova desde 2018, com o objetivo de assessorar os trabalhos de recuperação na bacia do rio Doce.

O Painel do Rio Doce é composto por especialistas nacionais e internacionais que acumulam diversas habilidades técnicas, qualificações acadêmicas e conhecimentos locais.

“O painel tem uma responsabilidade e um desafio muito grande de analisar, entender e produzir recomendações técnico-científicas para a Renova. É uma ação que terá outros desdobramentos para a sociedade.”

Francisco Barbosa Vice-presidente do Painel do Rio Doce Ecologia de Água Doce

Jovens da bacia do rio Doce desenvolvem projetos para seu futuro

Cerca de 1.200 jovens de municípios impactados pelo rompimento da barragem de Fundão participam de atividades de engajamento e qualificação em liderança para atuar na construção do futuro da bacia do rio Doce. Desde 2018, jovens entre 15 e 29 anos envolvidos em projetos de formação empreendem a elaboração e implantação de iniciativas voltadas à revitalização ambiental, social, econômica e cultural de suas comunidades.

Atualmente, a ação é desenvolvida em parceria com cinco instituições selecionadas por edital:

  • Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD)
  • Fundação Geraldo Perlingeiro Abreu
  • Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS)
  • Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas (AMEFA)
  • Lumiar Ambiental

Startups criam soluções inovadoras para desafios da reparação

Unindo empreendedorismo, tecnologia e sustentabilidade, a inovação é essencial para a reparação da bacia do rio Doce, um cenário que demanda, constantemente, geração e aplicação de novos conhecimentos e técnicas. Com esse propósito, o Edital de Inovação para a Indústria, realizado em parceria com o Sebrae e Senai, convocou startups e empresas a apresentarem soluções pioneiras para superar desafios no processo de reparação do território atingido pelo rompimento.

Entre os projetos selecionados estão iniciativas que fazem uso de drones para análise da água do rio Doce, de biotecnologias ecológicas para tratamento de águas e oferecem capacitação profissional em estratégia de negócios para as comunidades atingidas.

R$ 950 mil é o total destinado para a execução dos três projetos selecionados

Conheça os projetos que estão trazendo inovação para a reparação

  • SkyVideo – desenvolve um drone capaz de acessar áreas de difícil acesso para coleta e análise de parâmetros físicos e químicos para o monitoramento da qualidade da água. Os dados serão transmitidos remotamente. Essa tecnologia permite mensurar a evolução do trabalho de recuperação da água do rio Doce e contribuirá para tomadas de decisão mais ágeis e precisas;
  • LiaMarinha – desenvolve solução biotecnológica para tratamento e recuperação de águas e efluentes. Baseada em sistemas de filtragem orgânica, a startup investe na criação de Estações de Tratamento Natural (ETNs), ilhas flutuantes que filtram e “quebram” a matéria orgânica, absorvem metais e diminuem a turbidez da água, ajudando a despoluir áreas contaminadas. A técnica é altamente adaptável ao ambiente.
  • Já entendi – a empresa promoveu capacitação profissional em estratégia de negócios para as comunidades atingidas. Foram realizados treinamentos ágeis e inovadores com videoaulas e e-books de educação financeira, práticas de vendas, criatividade em embalagens, receitas e dicas para empreendedoras das comunidades atingidas.