Fundação Renova

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QUALIDADE DA ÁGUA

A água do rio Doce pode ser consumida após passar por tratamento convencional em sistemas municipais de abastecimento. É isso que indicam os mais de 3 milhões de dados gerados anualmente pelo maior sistema de monitoramento de cursos d’água do Brasil, criado pela Fundação Renova em 2017 para monitorar o rio Doce.

  3 milhões de dados gerados anualmente
  80 parâmetros físicos, químicos e biológicos são analisados na água
  40 parâmetros são avaliados nos sedimentos

A qualidade da água é analisada antes e depois de passar pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs). A verificação, de responsabilidade das concessionárias locais, acontece em mais de 300 pontos espalhados em 30 municípios antes de a água ser distribuída para a população.

Os resultados do monitoramento da água na bacia do rio Doce estão disponíveis para consulta no portal Monitoramento Rio Doce, uma ação do Programa de Monitoramento Hídrico, conduzido pela Fundação Renova sob supervisão do Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA-PMQQS), ligado ao Comitê Interfederativo (CIF). 

Saiba mais sobre as ações da Fundação Renova voltadas para a gestão hídrica no especial Jornada pela Recuperação.

 

PORTAL MONITORAMENTO RIO DOCE


RELATÓRIOS DE QUALIDADE DA ÁGUA


PERGUNTAS FREQUENTES

Água

MONITORAMENTO DA ÁGUA

O PMQQS foi implementado em 31 de julho de 2017, com duração prevista de 10 anos. O programa faz um monitoramento extensivo e detalhado, em tempo real, das condições dos cursos d’água impactados. 

Para entender como a  bacia do rio Doce está se recuperando, um amplo sistema monitora a qualidade da água de rios, lagoas e do litoral do Espírito Santo. O monitoramento acontece em 650 quilômetros de cursos d’água, 230 quilômetros ao longo das zonas costeira e estuarina. 

O objetivo é acompanhar a evolução dos parâmetros de qualidade da água em 92 pontos distribuídos no rio Doce e na zona costeira, ao longo do tempo. Vinte e duas estações automáticas geram informações diárias e em tempo real, inclusive subsidiando o planejamento preventivo dos sistemas de abastecimento da bacia.

MONITORAMENTO EM 92 PONTOS NOS CURSOS D’ÁGUA IMPACTADOS:

  56 pontos na bacia desde os diques de barragens em Mariana até a foz do rio, incluindo lagoas no Espírito Santo
  36 pontos no litoral, desde o litoral norte do Espírito Santo até o sul da Bahia
  22 pontos com estações automáticas

RAIO-X DO MONITORAMENTO DA BACIA DO RIO DOCE

A quem cabe tratar

A Fundação Renova investiu na melhoria de 13 Sistemas de Tratamento de Água, e 10 adutoras foram entregues. Embora disponha de um cronograma de trabalho para os cuidados com a água, a responsabilidade pela qualidade continua sendo das entidades que operavam os sistemas de abastecimento antes do rompimento de Fundão.

Confira, a seguir, os responsáveis pelo tratamento da água nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Na dúvida, o consumidor deve procurar a prefeitura da cidade para obter mais informações.

Município Operador do sistema
1.      Mariana (Sede) SAAE
Mariana (alguns distritos) SAAE ou Prefeitura Municipal
2.        Barra Longa (Sede) Copasa
Barra Longa (Gesteira) Prefeitura Municipal
3.      Rio Doce Prefeitura Municipal
4.      Santa Cruz do Escalvado Prefeitura Municipal
5.      Sem-Peixe Prefeitura Municipal
6.      Rio Casca Copasa
7.      São José do Goiabal Prefeitura Municipal
8.      São Pedro dos Ferros Prefeitura Municipal
9.      Raul Soares SAAE
10.  Dionísio Prefeitura Municipal
11.  Córrego Novo Prefeitura Municipal
12.  Bom Jesus do Galho Prefeitura Municipal
13.  Pingo D’Água Prefeitura Municipal
14.  São Domingos do Prata Prefeitura Municipal
15.  Marliéria Prefeitura Municipal
16.  Timóteo Copasa
17.  Ipatinga Copasa
18.  Ipaba Prefeitura Municipal
19.  Santana do Paraíso Copasa
20.  Belo Oriente SAAE
21.  Naque Prefeitura Municipal
22.  Iapu Prefeitura Municipal
23.  Bugre Prefeitura Municipal
24.  Periquito Copasa
25.  Alpercata Copasa
26.  Governador Valadares SAAE
27.  Sobrália Prefeitura Municipal
28.  Fernandes Tourinho Copasa
29.  Tumiritinga Copasa
30.  Galiléia SAAE
31.  Caratinga Copasa
32.  Conselheiro Pena SAAE
33.  Resplendor Copasa
34.  Itueta Copasa
35.  Aimorés SAAE
36.  Baixo Guandu SAAE
37.  Colatina Sanear
38.  Marilândia SAAE
39.  Linhares SAAE
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MONITORAMENTO DA BIODIVERSIDADE

A Fundação Renova atua em duas frentes em relação à biodiversidade: monitoramento e estudos. As duas frentes abrangem a flora e fauna terrestres e a biota aquática na bacia do rio Doce, desde a região de Mariana até a foz, incluindo o litoral capixaba. São utilizadas tecnologias como drones e o método Rapeld, que coleta dados sobre plantas e animais a partir da divisão do solo em lotes.

Do resultado desse trabalho conjunto, foram estabelecidas as diretrizes para preservação do ecossistema ao longo do rio Doce, na foz e na zona costeira. Esse trabalho também oferece subsídio para estudos sobre o consumo de pescado na alimentação humana e sobre a atividade da pesca de espécies nativas sem ameaça à continuidade da fauna local.

Parceria entre as fundações Renova e Pró-Tamar monitora as condições das tartarugas marinhas em uma área que abrange 159 km de praias do Espírito Santo. Ocorrências de desova são rigorosamente registrados para identificar qualquer alteração no padrão reprodutivo do animal, que se tornou símbolo de preservação na região. O estudo é realizado durante todo o ano e reforçado na fase de desova das tartarugas, de setembro a março.

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PESCA

A Fundação Renova atua para recompor as condições socioeconômicas e ambientais de retomada das atividades aquícolas e pesqueiras.

No contexto atual, a pesca de espécies exóticas está liberada em Minas Gerais. A captura das espécies nativas está proibida no trecho do rio Doce em Minas Gerais e em algumas lagoas naturais do estado como forma de assegurar o repovoamento de espécies nativas. A medida foi aplicada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). No Espírito Santo, uma ação do Ministério Público Federal proíbe a pesca na área costeira da foz do rio Doce, até 20 metros de profundidade, entre Barra do Riacho (Aracruz) e Degredo/Ipiranguinha (Linhares).

A liberação da atividade depende da avaliação de órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reguladores em âmbito estadual.

Após a superação das restrições de pesca na bacia, um dos principais desafios será restabelecer a confiança do mercado e do consumidor. A Fundação Renova trabalha para que seja atestada a qualidade do pescado, buscando conclusões acerca do seu consumo na alimentação humana e estabelecendo diretrizes para preservação do ecossistema ao longo do rio Doce.

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RESTAURAÇÃO FLORESTAL

A gestão integrada dos recursos naturais e o planejamento estratégico territorial são fundamentais para a recuperação da área impactada pelo rompimento. Na prática, isso significa que eles se interligam e se complementam, considerando a região como um todo.

A Restauração Florestal tem, portanto, papel central no processo de restauração. É preciso fazer com que as nascentes ressurjam para fortalecer a saúde dos rios, o que não acontecerá sem o reflorestamento das áreas do entorno delas, do aumento das matas ciliares e de áreas de proteção de margens e planícies dos rios. 

O programa de restauração florestal é considerado um dos maiores já realizados numa bacia hidrográfica no mundo e terá investimentos de cerca de R$ 1,2 bilhão. As atividades alcançaram, até o momento, 1.355 hectares em Minas Gerais e no Espírito Santo, área equivalente a 1.300 campos de futebol. Para a realização das atividades, a Fundação Renova emprega principalmente mão de obra local, como a de pequenos agricultores.

Na frente de trabalho para recuperação de nascentes, cerca de 1.500 estão com o processo de recuperação iniciado. A Fundação Renova irá recuperar 5.000 nascentes no total. A infiltração da água no solo e a drenagem melhoram a saúde da água no rio, e o plantio, ao oferecer ao solo condições suficientes para reter as águas das chuvas, proteger os mananciais e favorecer a regeneração florestal.

  1 milhão de mudas foram produzidas para uso na recuperação dessas nascentes
  680 produtores rurais participam das ações de restauração florestal
  720 propriedades rurais são parceiras nas ações de recuperação de nascentes
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E O REJEITO?

Com o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a lama que ficava depositada ocupou margens, planícies e calhas de rios e córregos de diferentes modos, de acordo com o relevo de cada região. Tanto às margens quanto no fundo dos rios, houve acúmulo de rejeito

Mais de 80 especialistas foram reunidos pela Fundação Renova para desenvolver o plano de manejo de rejeitos, um conjunto das soluções que prioriza o tratamento do rejeito no rio e seu entorno, sem que ele seja retirado, o que causaria um impacto ambiental ainda maior.

A região atingida abrange 670 km de cursos d’água e foi dividida em 17 trechos. A Fundação Renova definiu as ações e técnicas mais adequadas para a reparação de cada um deles, a partir dos indicadores específicos de cada parte, como volume, espessura e características do rejeito, além das condições do meio ambiente.

Para saber mais sobre como estamos lidando com o rejeito, clique aqui.

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TRATAMENTO DE ESGOTO E DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Uma ação fundamental para a revitalização do rio Doce é decorrente da medida compensatória que prevê a destinação, por parte da Fundação Renova, de R$ 600 milhões a 39 municípios impactados pelo rejeito para projetos de melhoria na coleta e tratamento de esgoto e disposição adequada de resíduos sólidos. Esse é um ponto que, de forma transversal, vai ajudar na recuperação do rio.

A preservação dos afluentes e os investimentos em tratamento de esgoto podem levar o rio Doce a um patamar de despoluição que não se vê há muitos anos. A diminuição do descarte ilegal de esgoto contribui para uma melhor oxigenação da água e menos contaminação, devolvendo a saúde do rio e, como consequência, de todo o ecossistema à sua volta.

Até o momento, foram repassados R$ 15,45 milhões para ações de esgotamento sanitário e resíduos sólidos aos municípios de Alpercata (MG), Córrego Novo (MG), Dionísio (MG), Fernandes Tourinho (MG), Iapu (MG), Ipaba(MG), Ipatinga (MG), Itueta (MG), Marliéria (MG), Rio Casca (MG), São José do Goiabal (MG), São Domingos do Prata (MG), Sem-Peixe(MG), Baixo Guandu (ES), Colatina (ES), Linhares (ES) e Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (CIMVALPI). Seis municípios já iniciaram as obras para tratamento de esgoto e resíduos sólidos com recursos repassados pela Fundação Renova.

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